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Educação sexual e orientação sexual na escola •PDF• •Imprimir• •E-mail•
Entrevistas
•Escrito por Indyra Tomaz•   

“Não é um bloqueio de que: ah, a gente não quer falar sobre isso. É um bloqueio: ah, eu não sei falar sobre isso.”

 

A sexualidade é um assunto que desperta a curiosidade de muitos e ao mesmo tempo Tetis-Falcon2protagoniza uma discussão que envolve tabus, polêmica, preconceito e mitos. No ambiente escolar, por exemplo, o ensino referente à educação sexual para crianças e orientação sexual para os adolescentes, ainda encontra limitações para ser trabalhado e discutido entre alunos, escola e família. O assunto, muitas vezes, não é encarado como uma discussão séria, reflexiva e crítica pela maioria dos profissionais e pais o que, consequentemente, produz o mesmo efeito nos alunos e filhos.

No século final do século XIX, início do século XX, através dos estudos e pesquisas de Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, a sexualidade, principalmente em relação à infância, foi colocada em discussão e análise pelo estudioso. O resultado das pesquisas e do acompanhamento de caso por Freud deu-se no conhecido conceito sobre o inconsciente. O teórico cientista mostrou que nenhum fato acontece por acaso na vida das pessoas. Pelo contrário, tudo estaria ligado a fatos que foram reprimidos nos primeiros anos de vida, sendo eles referentes a conflitos de ordem sexual.

Para este debate e também, para apresentar qual a melhor maneira de se trabalhar com a educação sexual das crianças e a orientação sexual dos adolescentes, a ED1 convidou a psicóloga Tetis Falcon, especialista em educação inclusiva e acupunturista, para expor suas práticas de inclusão da discussão em sala de aula e no ambiente familiar. Atualmente, ela usa a acupuntura como terapia em seus atendimentos como psicóloga. Além de trabalhos psicopedagógicos em escolas do Infantil ao Ensino Médio.

ED1 - É comum ouvir as pessoas falarem sobre educação sexual e orientação sexual na escola como sendo a mesma coisa. Esta afirmação é correta? Caso não, você poderia esclarecer quais as diferenças entre elas?

Tetis Falcon – A educação sexual está mais ligada ao esclarecimento, ao ato educativo mesmo, sobre a sexualidade. O sexual, quando a gente usa essa palavra, as pessoas já remetem ao ato sexual. E a educação é uma palavra que amplia o todo. Então, quando falamos de educação sexual, não estamos nos referindo somente ao ato sexual, e sim, a toda uma sexualidade. Entra a questão do corpo, a função corpórea, todo conhecimento em torno da sexualidade, os gêneros, a identidade.

Orientação sexual já é, realmente, algo mais para orientar, focalizar na prática sexual.

ED1 – Qual a importância de se trabalhar a educação sexual e orientação sexual na escola?

Tetis Falcon – Uma forma de quebrar os tabus e discutir o assunto de maneira crítica e reflexiva. Além disso, é um caminho de reduzir as infinitas dúvidas sobre o corpo, de onde veio, a diferença entre menino e menina, no caso das crianças; e da descoberta, da maneira correta, dos adolescentes em relação à sua sexualidade. É importante que os professores assumam a função de desmistificar os argumentos que estimulem, diante de se trabalhar com a educação e orientação sexual, que falar sobre o corpo, que cada um saiba o que e para que serve o seu corpo, as relação sexuais, sem uma visão de que é feio ou que é pecado.

E - A partir de que série e de que idade já seria necessário o ensino?

TF - Tem muitas escolas que começam a educação sexual a partir da quarta, quinta série. Em minha opinião, a educação sexual é pra ser iniciada desde o Infantil II e III. Na escola onde eu trabalho, nós estamos com um projeto, onde começamos a fazer essa educação desde o Infantil, mostrando pra criança, os nomes das partes do corpo, a diferença entre menino e menina, por exemplo.  Então, isso já está inserido dentro de uma educação sexual.  Aí vai até o segundo, terceiro ano, dependendo da filosofia da escola.

E - Ainda existem muitos tabus em relação à discussão do assunto? Quem, de fato, demonstra mais resistência em trabalhar com a educação sexual?

TF – Existem. Existem sim muitos tabus ainda nesse contexto. Existe um tabu social e, na minha prática, a resistência maior é por parte dos pais. Quando o aluno chega em casa dizendo que teve uma aula sobre educação sexual e compartilha com o pai isso, a família que ainda não tem o hábito de falar sobre o assunto, apresenta inicialmente o susto por parte dos pais. Eles vão até a escola, vão saber como está sendo trabalhado e quem está trabalhando. É quando a gente entra num conflito muito grande com a família. É onde entram as questões religiosas, o que resulta em muitos pais não querer que o assunto seja discutido com seu filho. Com isso, a instituição acaba encontrando dificuldade em colocar o assunto em prática discursiva, sendo vencida pelo desejo dos pais. Este fato acaba fazendo com que as escolas argumentam que estão recebendo muitas reclamações dos pais e que, por isso, o projeto referente à educação sexual não está dando certo. Por outro lado, têm outras instituições que dizem não a esse desejo dos pais. Elas sabem lidar com eles e o projeto acaba, também, englobando a família.

Então, toda escola que quer trabalhar com a sexualidade e a educação sexual tem que trazer pra junto do projeto a família também. Além de, alguns momentos da família. Ou seja, apresentar no momento da matrícula a filosofia da escola, pra já prevenir uma reação dos pais. Com isso, os pais já irão saber que a escola vai ensinar a educação sexual pro seus filhos; de que forma, quem vai ensinar; ter alguns momentos, ao longo do semestre, onde possa ser compartilhado com a família sobre sexualidade. Principalmente na adolescência, pois é o momento de mais demanda por parte dos alunos em conversar sobre isso com os pais. A escola que consegue completar tudo isso, consegue vencer esses tabus. Mas hoje são poucas escolas que trabalham com educação sexual de uma maneira positiva. Eu não diria nem positiva, mas eficaz, com essa relação de pai e filho com a sexualidade.

E - Você acredita que o número de escolas que trabalham com a educação sexual cresceu?

TF – Eu acredito que esteja crescendo, apesar de desconhecer estatística, mas acredito que estejam crescendo pelo que ouço falar. Em Fortaleza, antigamente, não se falava em educação sexual na escola. Quando começou a se falar nesse assunto, ficava apenas entre alunos de primeiro ao segundo ano. E agora, há uns 15, 20 anos pra cá, a educação sexual está permeando do sexto ano ao nono ano. E hoje, já estou vendo muitas escolas se preocupando em incluir a educação sexual no Infantil. Então, isso é um ganho.

E – Como funciona a educação sexual na infância e na adolescência?

TF – Educação sexual na infância é um momento onde a gente só informa a criança. A gente mostra pra criança como o corpo funciona. Assim, quando a gente fala de educação sexual da criança, a gente engloba toda a família, o pai, a mãe. A família sem pai, a família sem mãe. Então, tudo isso você vai mostrando pra criança como é que funciona. De onde vêm os bebês, por exemplo. Muitas crianças pensam que o bebê vem da cegonha. Então, a gente vai desmistificar tudo isso que, muitas vezes, foi criado pela própria família. Logo, o nosso trabalho vai ser o de mostrar pra criança, de uma forma bem clara, como funciona tudo isso. Sem jargões, sem palavras obscenas, usando as palavras corretas. O nome não é pipiu, não é pintinho, a gente fala os nomes corretos: vagina e pênis. Ela pinta o próprio corpo, ela desenha o próprio corpo e o corpo do outro. Já na adolescência a gente abre mais espaço pra perguntas. Porque partimos do princípio, na educação para adolescentes, de que eles já têm algum saber sobre isso. E então, falamos sobre a masturbação, a sexualidade com responsabilidade, o abuso infantil, a importância do uso da camisinha, os preconceitos: o porquê de só homem andar com camisinha e a mulher não ter na bolsa também; como coloca a camisinha, como contraí DSTs. Para isso, a gente abre espaço para as perguntas, realiza palestras educativas sempre englobando tudo, não só o corpo e suas funções, mas o ato sexual em si. O que no Infantil não tem muita necessidade.

E – Qual a importância do pensamento de Freud para a educação sexual?

TF – Freud? Fundamental. Porque Freud vai desconstruir o mito da criança como ser inocente, que não tem sexualidade. Ele vai mostrar que a sexualidade é fundamental para estruturação psíquica, e é a partir dele - Freud - que vai surgir toda uma discussão sobre a libido, o desejo e de como tudo isso é importante para nossa constituição, tendo a infância como base dessa estrutura futura. Freud estabeleceu que a criança passa por diferentes estágios (ou fases) na sua constituição de ser sexuado, são elas: a fase oral (aproximadamente de 0 a2 a 4 anos) e a fase fálica (aproximadamente de 4 a 6 anos). Freud chamou essas fases de pré-genitais, pois a sexualidade infantil, diferentemente da sexualidade adulta, não tem como referência o encontro sexual genital com outra pessoa, mas a autosatisfação erótica. Em cada uma dessas fases, a subjetividade da criança se estrutura a partir de uma zona erógena (respectivamente, a boca, o ânus e o pênis  - ou clitóris no caso das meninas) que são o pivô das relações da criança com seus pais. Após essas fases, aproximadamente aos 6 anos, com a superação do "complexo de Édipo" e do "complexo de castração", a criança entra no que Freud chamou de "período de latência", onde o interesse das crianças se volta para atividades sociais e lúdicas. Por volta dos onze ou doze anos, acompanhando o desenvolvimento hormonal do organismo, começa-se a puberdade e o estabelecimento da sexualidade adulta ou genital. 2 anos), a fase anal (aproximadamente de

E – Como as descobertas da psicanálise contribuíram ou ainda contribuem na educação sexual das crianças?

TF – A psicanálise foi o nascimento dessa descoberta. Ela foi a desmistificação da criança como um ser assexuado e pode contribuir de diversas formas, porque ela trata da sexualidade de uma maneira muito conceitual, educativa, amoral e as escolas podem se utilizar delas pra fazer um bom trabalho, um trabalho sem preconceitos. Hoje, a psicanálise trabalha com questões clínicas relativas às psicoses infantis ou ao autismo, por exemplo. Mas também serve de base a teorias e práticas psicopedagógicas que podem ajudar professores e pais na difícil - para Freud, impossível - tarefa de educar.

E – Como é a receptividade das crianças e adolescentes em relação à discussão do assunto em sala de aula, e o que eles desejam saber?

TF – Adoram. Adoram. Adoram. A criança, por exemplo, fica com os olhinhos brilhando quando a gente começa a falar sobre as partes genitais. Porque ninguém fala pra ela o que é aquilo, ninguém fala pra ela porquê ela é diferente, porquê a menina é diferente do menino, quais são as diferenças. Então, quando a gente começa a falar, elas se divertem, elas riem, elas apontam. Elas realmente querem saber. Elas precisam saber. É bom saber como o nosso corpo funciona. Então, elas gostam muito.

Os adolescentes também adoram. Porque eles têm muitas curiosidades e muitos mitos. Por exemplo, as perguntas que mais aparecem são: “se meu namorado goza na minha perna, eu vou engravidar?”, “se meu namorado goza na minha boca, eu engravido?”, “eu posso pegar doença através de sexo oral?”, “a camisinha feminina protege contra doenças?”, “a masturbação é pecado?”. A demanda deles é muito grande, principalmente, na minha experiência, onde a série que mais quer falar sobre sexualidade é a do sétimo ano, que é a antiga sexta série. Em vários momentos, visto que já estou a três anos trabalhando em uma escola, quando a gente começa a fazer o trabalho sobre sexualidade é incrível como a agressividade diminui entre eles, a receptividade pra falar sobre o assunto é excelente. Por exemplo, no começo mal se pode falar, porque eles já riem e debocham. Mas depois eles começam a aprender.

E – Então, no começo eles demonstram certo bloqueio para conversar sobre o assunto?

TF – Sim. Muito bloqueio. Mas eles querem. Não é um bloqueio de que: ah, a gente não quer falar sobre isso. É um bloqueio: ah, eu não sei falar sobre isso. Eu não sei falar sobre isso com seriedade. Eu não sei falar sobre isso sem deboche, eu não sei falar sobre isso com respeito. Eles não percebem a importância. É só no decorrer do processo que eles vão amadurecendo, vão começando a perceber o quanto é importante e sério o assunto e vão amadurecendo.

E - Qual a importância desse amadurecimento, já que eles estão iniciando às suas vidas na prática sexual?

TF - Muito importante, porque os adolescentes nessa idade já estão explorando a sexualidade. Tem o primeiro beijo, tem agarro entre um e outros, existe a masturbação e eles fazem tudo isso, sem saber como organizar isso dentro deles. Ficam confusos, se sentindo culpados, se sentindo vigiados, se sentindo mal com algo que é perfeitamente normal e saudável. Então, no momento em que a escola abre espaço pra isso, é como se essa energia psíquica que estava aí proporcionando um sintoma, uma repetição, uma neurose se libertasse. E a própria escola, a própria organização de sala de aula, o próprio relacionamento entre eles fica melhor. Porque um conhece mais o outro, porque respeita mais o outro. Porque, também, a gente trabalha gêneros, a diferença entre homem-mulher. Então, é muito interessante você vê os resultados, as modificações da relação deles quando a gente começa a falar sobre sexualidade. A relação com a família muda, entre eles muda e, com certeza, a percepção que eles têm sobre sexualidade muda.

E – A senhora apontou, anteriormente, os pais como, ainda, sendo o ponto mais difícil no trabalho com a sexualidade. Como, então, a escola vai colocá-los nesse processo de que eles podem a vir a se deparar com a educação sexual na grade curricular da instituição? Qual o trabalho que deve ser feito com esses pais?

TF – Vai depender da escola e do projeto que ela oferece pra famílias. Mas a maioria das escolas trabalha com palestras abertas aos pais, onde convidamos um profissional de fora da escola para dá a palestra. Professores universitários, psicólogos, educadores que tratam de sexualidade, sexólogos pra falar da importância da sexualidade, de onde vem a sexualidade; como os pais podem lidar com isso de uma forma saudável, tanto pra eles, pra própria criança e para o adolescente. Então, é através de conversa mesmo. Tem escolas que colocam os próprios profissionais pra tarem fazendo esse trabalho de orientação dos pais. Pode ser trabalhado em grupo ou individualmente. No Infantil, a psicologia está ligada de maneira individual em cada pai. No atendimento, por exemplo, a criança começa a apresentar dificuldade na fala ou na aprendizagem. Então, tem um momento individual com os pais e, é nesse momento, que sempre surge a questão da sexualidade. Esclarecemos os fatos e tiramos as dúvidas, tanto numa perspectiva micro, como também, em uma macro. E acredito que, a maioria das escolas trabalham com uma perspectiva bem macro.

E – Qual a receptividade dos pais ao tratarem desse assunto?

TF – Eles vão. Comparecem. É um tema que, realmente, faz os pais aparecerem na escola. Porque você sabe que, a maior dificuldade da escola é fazer com que os pais venham até ela. Não no Infantil. No Infantil eles são muito presentes, mas quando a criança começa a virar adolescente, o Fundamental II e o Ensino Médio, os pais estão cada vez mais ausentes do processo. Esses pais (dos adolescentes) são difíceis de a gente trazer pra escola, mas a sexualidade é um assunto que atraí a maioria deles. E aí tem de tudo. Tem pais que saem das palestras adorando; tem pais que acham absurdo, falando com rejeição sobre assuntos que são debatidos nas palestras. Mas em geral, a receptividade é boa, porque os pais não sabem lidar com isso. Por exemplo, eles ficam sabendo que sua filha não é mais virgem e não sabem como lidar com isso. Porque não percebe na filha uma sexualidade emergindo e se pergunta: “como é que vou admitir minha filha crescendo e virando uma mulher?”. Então, é difícil para os pais isso. E aí, a palestra entra nesse sentido, dizer aos pais como é estar lidando com a sexualidade que existe desde bebê.

E – Em um determinado momento, a criança vai chegar para os pais e perguntar como ele veio ao mundo. Como você acha que os pais devem abordar esse assunto com os filhos? De uma maneira mais objetiva ou metafórica?

TF – Bom, depende da idade. Com certeza essa pergunta vai surgir em algum momento, e os pais não se preparam pra ela. Normalmente, essa pergunta chega pra eles quando a criança completa 4 ou 5 anos. Nessa idade, lógico, eu sugiro que eles utilizem uma forma metafórica, porque a criança não precisa saber e nem tem condições psicológicas de compreender esses detalhes de como vem uma criança ao mundo, mas uma metáfora que seja o mais próximo possível da realidade. Essas coisas de os pais estarem fugindo da pergunta e, pior, inventando uma cegonha que trouxe você ou, você nasceu de uma plantinha debaixo da terra, isso só confunde a criança mais ainda e dá pra ela uma idéia completamente equivocada da realidade. Mais cedo ou mais tarde ela vai se deparar com a verdade, e vai se frustrar. É como se ela acreditasse em algo e, de repente, a verdade surge e ela vai acreditar que tudo que ela acreditava até aquele momento era mentira. Então, isso não faz bem pra criança.

E – Como você responderia pro seu filho?

TF - Se ele tivesse 4 ou 5 anos e me perguntasse, eu falaria que ele veio ao mundo através da relação entre pai e mãe. Seu pai e sua mãe trocam carinhos, beijinhos e depois o papai coloca uma semente no corpo da mamãe, e essa semente vai minha barriga, onde você vai se desenvolver durante nove meses e aí, você nasce. Eu responderia assim. Se ele perguntasse mais coisa, eu tentaria responder, mas sempre deixando claro que mais detalhes vêm com um tempo. É importante, também, deixar criança na dúvida.

 

•Comentários•  

 
#6 Anésio José Sobrinho •12/03/2010 02:55•
Indira, a educação sexual na escola ainda é um grande tabu a ser quebrado. A família, igreja e outros seguimentos da sociedade não admitem este tipo de ensino para as crianças e adolescentes. No entanto,por não aprender orintações de autodefesa de sua vida sexual e não se prevenir contra as DST´s terminam sendo presas fáceis para os homens aventureiros e egoistas. Mudar este posicionamento contrário em relação a educaçõ e orientação sexual na escola, pass por uma mudança de mentalidade por parte da sociedade e teremos uma demora igual ou maior que a inclusão de deficientes nas escolas.

Anésio
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#5 Maria Luíza •08/02/2010 17:35•
A resistência dos pais. Esse, sem dúvida, ainda é o maior desafio das escolas para a realização do trabalho pedagógico com as crianças e, consequentement e, com as famílias. Muitas famílias ainda tratam a sexualidade, com crianças e adolescentes, como algo ruim e errado. O que dificulta, e muito, o trabalho da escola.
Porém, muitas vezes, também há despreparo dos profissionais em trabalho com o assunto.
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#4 Ana Paula Medeiros •04/02/2010 03:37•
O diálogo dos pais com as crianças é de fundamental importância para o crescimento delas. Nada de mentir ou inventar estórias. Tem mesmo que contar a verdade. Mas claro, de acordo com a idade de cada um.
Gostei da entrevista. Peço, ainda, uma entrevista com alguns jovens sobre o assunto.
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#3 João Paulo •04/02/2010 03:33•
É legal falar sobre esse assunto. Afinal, ainda temos muitas meninas engravidando cedo, porque, muitas vezes, não encontram espaço para falar com os pais sobre. Precisamos evoluir.
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#2 Maria Dolores •04/02/2010 03:30•
Parabéns pela iniciativa de colocar em discussão a educação e orientação sexual de crianças e adolescentes. Precisamos romper comper com esses tabus e conversas com os nossos filhos. Afinal, é melhor um acompanhanmento de perto, do que ter surpresas futuras, como, por exemplo, uma grávidez indesejada.
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#1 Samara Letícia •04/02/2010 03:26•
Muito boa discussão do assunto. É preciso colocá-lo com mais frequência no cotidiano das famílias e, consequentement e, das escolas e na formação da sociedade.
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